INFLUÊNCIA DO DNA MITOCONDRIAL NA BOVINOCULTURA
Influência do DNA mitocondrial na Bovinocultura
Mérik Rocha Silva1
1Zootecnista (UNEMAT), Mestre em
Ciência Animal (UFMT), Professor Pesquisador . merikrocha@cca.uespi.br
RESUMO: Empiricamente espera-se
constatar totalidade DNA mitocondrial (mtDNA) zebuíno em raças como Gir e
Nelore, no entanto foi identificado até 97% de mtDNA taurino. Através de
análise bibliografia foi feito um estudo da influência da variação do mtDNA sob
a bovinocultura, principalmente a brasileira; onde através das pesquisas de
diversos pesquisadores podemos constatar que apesar da importância da variação,
principalmente entre Bos t. taurus e Bos t. indicus; não é tão impactante da
variação do mtDNA para produção animal, todavia, extremamente interessante para
os estudos de formação de rebanhos, com alguns efeitos significativos sob
desempenho dos animais.
Palavras-chave: mtDNA,
linhagem citoplasmática, seleção matrizes, citoplasma.
ABSTRACT: Empirically,
total zebu mitochondrial DNA (mtDNA) is expected to be found in breeds like Gyr
and Nellore; however, up to 97% taurine mtDNA has been identified. Through a
literature review, we investigated the influence of mtDNA variations on cattle
farming, mainly in Brazil. Studies developed by many researchers showed that
despite the importance of this variation, especially between Bos t. taurus and Bos t. indicus, it does not have a great impact on animal
production; yet it is extremely interesting for studies of herd formation, with
some significant effects on animal performance.
1. INTRODUÇÃO
O Brasil é um
país relativamente jovem, e apesar de não dispor de espécies bovinas em sua
fauna original se destaca como grande produtor. Diversas raças bovinas são
criadas no Brasil, introduzidas no país sob diferentes condições. Os primeiros
rebanhos brasileiros começaram a ser formados no período colonial, com as
chegada de animais Bos taurus trazidos
pelos colonizadores portugueses, estes bovinos de origem europeia eram capazes
de suportar os invernos portugueses, sendo utilizados para diversos fins
rurais, eram adaptados ao clima temperado e consumiam forrageiras de boa
qualidade até serem importados para o Brasil. Estes foram os principais
formadores do rebanho brasileiro até o meio do século passado, quando houve a
importação de animais Bos taurus indicus,
principalmente touros zebus (MAGNABOSCO, 1997; VERCESI FILHO, et al., 2010).
Os primeiros
animais importados da Europa estando sob seleção natural por sobrevivência em
clima tropical, foram adaptados as condições climática e de alimentação
brasileira, formando rebanhos de animais
diferentes dos originalmente introduzidos no país. Estes animais criados
principalmente nas regiões Sul e Sudeste, suportavam melhor a insolação e
conseguiam melhor utilizar as forrageiras, dando origem a novas raças. Todavia,
estes animais não eram suficientemente adaptados, especialmente inapropriados
para algumas regiões do centro-oeste, norte e nordeste do Brasil, com condições
de semiárido e savanas; o que impulsionou a importação dos zebuínos (OLIVEIRA,
et al., 2002; LENSTRA, et al., 2014).
Os cruzamentos
que se prosseguiram após a importação dos touros zebu foram absorventes,
utilizando principalmente fêmeas nativas, descentes dos primeiros animais
importados da Europa, que apresentavam mtDNA taurus. Sempre ocorreram cruzamentos entre Bos taurus e Bos indicus para produção no Brasil (CURI et al., 2007), o que miscigenou
o atual rebanho de bovinos criados no Brasil, que apesar de ser
majoritariamente zebuíno, formado principalmente pelas raças Nelore e Gir;
apresenta muitos animais com mtDNA taurino, incluindo os animais PO - Puros de
Origem com registro em associação (MEIRELLES, et al., 1999; RIBEIRO et al.,
2009; MÉO, et al., 2008).
Atualmente
diversos animais zebuínos PO (puros de origem), registrados ou não nas
associações de criadores de cada raça, em decorrência dos cruzamentos
absorventes apresentam mtDNA (DNA mitocondrial) divergente da raça que
pertence. Apesar do mtDNA não ser o banco de informações que definirá
majoritariamente o fenótipo animal; é um importante parâmetro de seleção,
principalmente para formação de rebanhos com metabolismo celular mais
apropriado as condições tropicais.
Objetivou-se
revisar as bibliografias disponíveis abordando a possibilidade do
aperfeiçoamento dos rebanhos brasileiros através da seleção do rebanho materno,
preconizando os animais com mtDNA zebu, visando maior eficiência produtiva.
1.2 MITOCONDRIAS
Entre as organelas citoplasmáticas
temos as mitocôndrias, que por ocasião da reprodução nos bovinos e transmitida
integralmente da mão (exclusivamente da mãe) a prole, portanto mãe e cria
compartilham de mitocôndrias idênticas. Esta informação passa de um detalhe à
uma ferramenta de seleção diante da importância desta organelas à produção
animal; tendo a organela grande importância no metabolismo celular e suas
inter-relações com o núcleo (WAGNER, 1972).
Aproximadamente 90% de toda
energia celular são sintetizadas pelas mitocôndrias, influenciando entre outros
a eficiência energética (HERD & ARTHUR, 2009). Por exemplo, na
bovinocultura leiteira, a maior parte da energia disposta à glândula mamaria é
fornecida pelas mitocôndrias do animal, justificando haver variação na produção
leiteira de animais geneticamente equiparados quanto a PTA - Predicted Transmiting Hability (habilidade
provável de transmissão, equiparado à DEP em bovinos de corte) para produção de leite (PELICIONI &
QUEIROZ, 2001).
1.3 DNAmitocondrial (mtDNA)
Além do genoma
nuclear, os mamíferos apresentam mtDNA (DNA mitocondrial), também conhecido
como genoma citoplasmático (MÉO et al., 2008) ou DNA extracelular que promove a
variabilidade genética materna (PELICIONI e QUEIROZ, 2001). O DNA mitocondrial
apresenta dezesseis genes e 11 genes RNA (WAGNER, 1972). O mtDNA está presente
no citoplasma do oócito é transmitido integralmente pela mãe à cria; tendo a
prole mtDNA majoritariamente idêntico ao de sua mãe, sem influência do touro (GARMYN
et al., 2013; [e] QUINTINO et al., 2009). O mtDNA está disposto na membrana
interna das mitocôndrias (VERCESI FILHO, et al.,2010). Sendo 17 mil vezes menor
que o DNA nuclear (RIBEIRO, et al., 2007).
Wagner (1972)
realizou a primeira publicação cientifica abordando o mtDNA como mecanismo para
promover o melhoramento genético adicional. Segundo Quintino et al. (2009), algumas
características produtivas estão relacionadas prioritariamente aos efeitos do
mtDNA, que interfere na atividade respiratória da organela mitocôndrias, que
por sua vez influenciam funções metabólicas. Vercesi Filho et al., (2010)
esclarece que a principal característica da mitocôndria é de fosforilação
oxidativa. Sendo sua variação suficientemente importante para promover efeito
sobre características produtivas (MÉO, et al., 2008).
O efeito
materno engloba aspectos genéticos (mtDNA) e comportamentais, independentes dos
genes nucleares herdados da mãe; sendo representado pela variação relativa as
condições de geração, sobrevivência e crescimento proporcionadas pela mãe à
prole. Considerando que a matriz já contribui com metade dos genes presente nos
núcleos das células da cria, este efeito materno compreende um efeito
adicional, creditando a matriz a maior importância sob o desempenho das crias
bovinas em relação aos touros (ALENCAR, et al.,1998; [e] QUINTINO et al., 2009).
Semelhantemente
existe herança genética unilateral entre os machos, através das informações
contidas no cromossomo Y, mas o material genético do cromossomo Y é passível de
sofrer recombinação na região pseudoautossômica (ISSA, et al., 2006). São informações
utilizáveis para promover estudos sobre a origem do gado doméstico, as
adaptações das espécies Bovidae e melhoramento
genético para produção de carne ou leite. Dependendo de um bom banco de dados
para identificação do haplótipo dos mtDNA via análise citoplasmática.
1.3.1 Análise Citoplasmática
Ainda segundo o
último autor (QUINTINO et al., 2009) a fração do efeito relacionado creditado a
variação genética é conhecida como linhagem citoplasmática, sendo comumente
empregado o termo efeito citoplasmático como sinônimo de efeito materno.
Podemos traçar a linhagem citoplasmática através da análise dos registros
genealógicos dos animais, no entanto, Meirelles et al (1999) constatou haver
indícios de erros no registrou de pedigree, identificando fêmeas importadas com
registro de POI, apresentando mtDNA taurino através da análise citoplasmática.
A técnica
laboratorial utiliza primers para
identificar a origem das matrizes (Bos t.
taurus ou Bos t. indicus). Sendo
comumente empregado a metodologia de Meirelles et al. (1999).
Vercessi Filho
et al., (2010) promoveu a lise das hemácias e a digestão dos glóbulos branco
presentes em uma amostra de 1 ml de sangue; toda a proteína da amosra preciptou
em solução de NaCl5M, o sobrenadamente em outro tubo sofreu a adição de etanol
absoluto, o que promoveu precipitação do DNA nas amostras. A partir
da obtenção do material genético cintoplasmatico procede-se a ampliação do
mtDNA com uso dos primers BosmtF1
5´-cccaacgaggaaaatatacc-3´ e BosmtR1
5´-aaccgcaaacaacctcttcc-3´.
Segundo a
metodologia de Anderson et al. (1982)
utilizada por Meirelles et al (1999) e Vercesi Filho et al. (2010) entre
outros; com a ampliação da região do gene ND5 do genoma mitocondrial dos
nucleotídeos 11.770 a 12.525. Posteriormente o mtDNA ampliado é digerido por
enzima especifica: Hindi III¸
identificado através de coloração com Brometo de etídeo para sofrer a
eletroforese em TBE 1X (VERCESI FILHO, et al., 2010).
O resultado é
exposto como na figura 1.
Figura
1:
Fragmentos de DNA mitocondrial amplificados.
Adaptado de Vercesi Filho, et
al.(2010).
A meta-analise
realizada por Lenstra et al. (2014) elucida as diferenças genética (DNA d
núcleo celular) entre as 800 espécies de bovinos serem basicamente diferenças
no grupos de alelos. Onde foi identificado a ocorrência de haplogroup T1 em animais africanos que não estão presentes no
código genético dos animais asiáticos. Projeta-se que no mtDNA haja variações
principalmente em torno do tempo, e não poucas relacionadas a território.
1.3.2 Polimorfismo
O polimorfismo
no mtDNA tende a alterar a taxa de síntese proteica mitocondrial, interferindo
principalmente sob a capacidade de termorregulação dos rebanhos sob produção em
regiões tropicais, interferindo negativamente na produtividade animal (MÉO et
al., 2008).
Os animais zebuínos
com polimorfismo no mtDNA sofrem alterações no uso de rotas metabólicas, vindo
a interferir sob a produção de leite e carne (VERCESI FILHO, et al.,2010).
Polimorfismo no mtDNA podem as taxas de síntese de proteína nas mitocôndrias,
afetando a capacidade de adaptação dos bovinos (MÉO et al., 2008).
Meirelles et
al. (1999) identificou polimorfismo na região do ácido amino ND5, todavia sem
influência sobre a função mitocondrial. Todavia, outros polimorfismos podem
influenciar a oferta de energia para os tecidos.
1.4 Estudos sob a formação dos rebanhos
Há uma grande variedade de bovinos no mundo, atualmente mais
de 800 raças bovinas, com certeza outras raças estão extintas, o que nos
dimensiona a variedade de genótipos bovinos (KIM et al., 2010). O
relacionamento do homem com os bovinos desenharam muitos aspectos de nossa
sociedade, sendo comum durante as movimentações de grupos de pessoas levarem
consigo os animais de criação.
Pellechia, et al.(2007) estudando o mtDNA dos bovinos etruscos,
também conhecidos como toscanos; identificou que os mesmos, bem como seus donos
antepassados vieram não do oriente europeu, como se acreditava, mais sim do
Mediterrâneo Oriental.
No Brasil os primeiros bovinos vieram com os colonizadores,
e em outras parte do mundo os bovinos exemplificam, e as vezes chegam a
esclarecer duvidas do comportamento migratório de tribos e outros grupos no
decorrer de estudos antropológicos. Nesta área da pesquisa a análise do mtDNA
colabora com entendimento das mudanças e formações dos diferentes rebanhos
bovinos.
Considerando
que é de interesse dos criadores de regiões tropicais (Centro-oeste, e parte da
região norte, nordeste e sudeste) o uso de rebanhos Bos taurus indicus devido a sua adaptabilidade as condições de savana,
quando maior o percentual de genes zebu melhor. Porém, no Brasil a maioria dos
rebanhos “zebus puros” são de animais oriundos das fêmeas de origem europeia já
presentes no país cruzadas com machos zebus (VERCESI FILHO et al.,2010).
A partir da
diferenciação quanto a origem das mitocôndrias, pode-se realizar a seleção do
rebanho com organelas com metabolismo oriundo de animais adaptados aos trópicos
(Bos t. indicus) ou animais resistentes ao frio com antepassados de clima
temperado (Bos t. taurus). Vercesi Filho et al., (2010)
analisando o mtDNA de 60 fêmeas Gir leiteiras, constatou que 55% destas
apresentavam a organela com metabolismo definido por alelos (mtDNA) de Bos t. taurus e Méo et al., (2008)
analisando 144 matriarcas Canchim (rebanho formado com matriarcas zebu:
Indubrasil, Nelore e Guzerá) constatou que 95,95% do rebanho analisado
apresentava mtDNA taurus; estes animais deveriam apresentar mtDNA zebuíno
devido ter sido empregado desde 1940 fêmeas Bos indicus. Em ambos os casos
(VERCESI FILHO et al.,2010; MÉO et al., 2008) não foram identificados animais
com os dois tipos de mtDNA.
Issa et
al.(2006) realizou um interessante trabalho com os bovinos da raça Pantaneiro.
Estes animais conhecidos como “Cuiabanos” fazem parte do grupo de animais
descendentes majoritariamente de bovinos taurinos (sem cupim) que no decorrer
dos anos adaptaram-se as condições brasileiras, neste caso, as condições do
pantanal. São animais rústicos com alta capacidade de sobreviver em condições
de estresse hídrico. Todos os 12 machos estudados apresentaram mtDNA taurino,
comprovando que existem animais mtDNA taurino (descendentes de regiões de clima
temperado) adaptados as condições do pantanal sul-mato-grossense.
1.5 Variações no desempenho
Existem questionamentos envolvendo a contribuição do mtDNA
na variação de características de produção, reprodução e crescimento, tendo
resultados quanto a relação do DNAmitocondrial com produção de leite,
percentagem de gordura na idade ao primeiro parto (RIBEIRO, et al., 2009).
Quintino et al,
(2009) trabalhando com a definição da origem materna somente a partir de
registro de fazenda não encontrou efeitos significativos da linhagem materna
com a maior partes dos índices de desempenho das crias.
Segundo Quintino
et al.,(2009) os efeitos da herança do DNAmitocondrial representa aumento no
peso ao sobreano (PSOB) em torno de 3% e por maior perímetro escrotal (PE), em
torno de 7%. Não tento efeito significativo (P<0,05) sob as demais medidas
ponderais de cria e recria: pesos ao nascer (PN), aos 120 dias (P120), a
desmama (PD), aos 12 meses (P12) e ganho de peso da desmama ao sobreano
(GPSOB); além de não ter influência significativa sob o temperamento (TEMP) em
animais Nelore.
Avaliando o efeito da variação do mtDNA sob a produção total
de leite (PT) de 3385 vacas gir Ribeiro et al., (2009) constatou que a herança
mitocondrial têm influencia significativa (P<0,05) sob idade ao primeiro
parto; por ocasião os taurinos foram 30,1 dias mais precoces que os zebu; e não
significativa sob produção total de leite, produção de leite até 305 dias de
lactação e período de lactação, com variação fenotípica de 1,6%, 1,5% e 1,2%,
respectivamente. Semelhantemente Albuquerque et al. (1998) constataram 3,4% de
variação na produção de leite e 2,5% para porcentagem de gordura do leite.
Tess et al.(1987) concluíram haver influência significativa
do mtDNA sobre a produção de leite de vacas hereford de 1 dos 2 rebanhos
analisados e sob desempenho dos bezerros Hereford, especificamente peso ao
nascimento e peso a desmama. Porém, o mesmo autor em companhia de Robinson
(TESS & ROBINSON, 1990) reanalisando os dados, agora utilizando a
metodologia de modelo animal, constataram não haver variação significativa sob
os bezerros.
Em relação a capacidade reprodutiva de bovinos de clima
temperado (Bos taurus taurus), Garmyn
et al.(2011) não identificaram correlação entre as características reprodutivas
de bovinos Angus machos e a variação na linha citoplasmática, somente um efeito
marginal sobre motilidade espermática por cento e anormalidades primárias. O
pesquisador esclarece a dependência da fertilidade masculina aos ATP produzidos
pelas mitocôndrias para propulsão espermatozoides, ou seja, problemas na
mitocôndrias prejudicam a fertilidade masculina, variando em decorrência o
número de mitocôndrias no entorno da peça entermediária; neste estudo apenas
1,3% da variação fenotípica para motilidade espermática é em decorrência da
linha citoplasmática.
1.5.1 Seleção de matrizes
Nas últimas décadas, desde a inserção dos genótipos zebus, o
estabelecimento dos programas de melhoramento genético nacionais e o uso das
biotecnologias reprodutivas, especialmente inseminação artificial e a
transferência de embriões promoveram uma grande evolução da genética dos
bovinos criados no Brasil, com ótimo resultados produtivos, repercutindo na
exportação dos materiais genéticos e reprodutores brasileiros à todo mundo.
Atualmente o melhoramento genético dos bovinos está bem
consolidado, sendo direcionado ao aperfeiçoamento dos rebanhos para
características fenotípicas qualitativas (carcaças), de capacidade de
termorregulação, de eficiência produtiva (conversão alimentar) e eficiência
reprodutiva, entre outras. Com destaque crescente das matrizes, principalmente
quando envolve a transferência de embriões. Pode-se somar ao valor genético
nuclear de óvulos de matrizes com mérito genético comprovado, através da
identificação das linhagens citoplasmáticas mais eficientes em cada região
(TESS et al., 1987).
Alencar et al. (1998), identificaram efeito significativo
(P<0,01) da linhagem citoplasmática sob o peso ao nascimento e à desmama de
mais de 3 mil animais Canchim, toda via, a linhagem citoplasmática teve efeito
aleatório em relação aos outros componentes de variância não determinados no
modelo. Durante a revisão o pesquisador identificou no mínimo cinco pesquisas
que não encontraram influência citoplasmática significativa sobre
características ponderais; o recém mencionado pesquisador indica a seleção
animal baseada no mérito genético aditivo, sem tomada da linhagem materna para
seleção.
2. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Não existe unanimidade quanto a influencia do mtDNA sobre
característica fenotípicas ponderais, variando principalmente em decorrência da
metodologia de análise dos dados; sendo basicamente significativa nos estudos
utilizando a metodologia de quadrados mínimos, e não significativa na maioria
dos casos que utilizam o modelo animal; com possíveis exceções.
Grande parte dos estudos não identificaram variação
significativa entre o mtDNA e características fenotípicas. Entre as principais
variações significativas destaca-se a IPP (Idade ao Primeiro Parto) tido por
Moura et al.(2010), como principal índice de avaliação reprodutiva de fêmeas
bovinas; as fêmeas com mtDNA mitocondrial taurino se apresentaram como mais
precoces.
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